Desde antigamente existiram procedimentos capazes de levar as pessoas até estados de consciência excepcionais.
Com o passar do tempo ao compreender a importância daqueles fenômenos, foram-se depurando explicações e técnicas com a intenção de dar direção ao processo que, a principio, estava fora de controle.
Deste então foram ensaiadas distintas vias para acessar de forma controlada aos espaços profundos.
A estas vías chamamos Disciplinas.
O que são as disciplinas?
As disciplinas se ocupam da transformação essencial do ser humano.
As Disciplinas trabalham com rotinas que se repetem em cada momento de processo (passo), até que se obtém o registro indicado. Todo o processo de cada disciplina está organizado em doze passos.
As 4 disciplinas
Disciplina Material: baseia-se nos trabalhos de taoístas e budistas chineses, assim como de babilônios, alexandrinos, bizantinos, árabes e ocidentais. Esse conjunto de trabalhos em sua contínua transformação e deformação foi conhecido com o nome de Alquimia. Em fins do século XVIII, a Alquimia tinha declinado irremediavelmente, passando muitos de seus descobrimentos, procedimentos e instrumental para as mãos da Química nascente. Trabalha com objetos externos e a matéria do próprio corpo.
Disciplina Energética: busca suas raízes na Ásia Menor, de onde o orfismo e o dionisismo se propagaram para Creta e Grécia, sofrendo importantes modificações até que foram abolidos pelo Cristianismo triunfante. Também em algumas linhas shivaístas e do tantrismo podem-se resgatar fragmentos de uma experiência extraordinariamente rica. Trabalha com a energía psicofísica: sua geração, deslocamento e transformação.
Disciplina Mental: encontra no budismo sua maior fonte de conhecimento. Para favorecer as distinções entre atos e objetos mentais apela à linguagem rigorosa de certa corrente filosófica contemporânea. Trabalha com os distintos atos mentais que se referem a objetos mentais.
Disciplina Formal: reconhece antecedentes significativos em algumas correntes de pensamento pré-ático que floresceram sob a influência dos "orientais" do Egito, Ásia Menor e Mesopotâmia, como no caso da escola pitagórica. Trabalha com as formas, trabalhando em sua formação e transformação no interior do operador.
Assim, as quatro Disciplinas levam o operador na direção dos espaços profundos. Concluído o processo disciplinário se está em condições de organizar uma ascese separada de passos, quaternas e rotinas; de construir o próprio caminho.
A Escola e os Parques
Hoje, a Escola está com inscrições abertas para que os interessados possam se anotar como Postulantes.
Os trabalhos podem ser realizados em qualquer um dos 20 Parques de Estudo e Reflexão distribuídos em todo o mundo,
O trabalho é dividido em duas etapas – Nivelação e Processo Disciplinário.
A primeira etapa se chama nivelação e compreende estudos de psicologia e autoconhecimento.
A segunda etapa é a escolha de uma das quatro Disciplinas: material, energética, morfológica ou mental.
A etapa da Nivelação é preparatória para o Processo Disciplinário e para ela estão previstos três encontros: 14 de agosto, 11 de setembro e 9 de outubro de 2010.
A forma de trabalho
Em cada encontro se apresenta uma parte dos trabalhos a serem realizados até o encontro seguinte.
Neles, os postulantes realizam entre si intercâmbio sobre as práticas e estudos realizados. Assim, cada participante faz seu próprio plano de trabalho, incluindo momentos coletivos e práticas individuais.
Destacamos que não haverá seguimento individual, somente orientação geral para trabalhar sozinhos ou em grupos reduzidos.
Todas estas atividades se realizam sem instrutores.
No dia 4 de maio de 1969, através de uma mensagem de Paz e Não Violência, algumas pessoas aos pés do Monte Aconcágua, nos Andes, deram início ao Movimento Humanista. Quarenta e um anos depois, com realizações como a recente Marcha Mundial pela Paz e a Não Violência, o MH chegou a todas as latitudes, culturas e línguas, de forma lúdica e alegre, embasado pela metodologia da não-violência ativa, na maior urgência do momento, o desarmamento nuclear a nível mundial.
Convidamos para que esteja neste 4 de maio para comemorar o aniversário com pessoas que contribuíram para a realização desta Marcha Mundial e anseiam um mundo justo, solidário e não-violento.
Apresentação: Nona Sinfonia de Beethoven pela violinista Karen Machado
Local: Câmara Municipal de São Paulo – Auditório Prestes Maia
Horário – 19h
Endereço: Palácio Anchieta - Viaduto Jacareí, 100 - Bela Vista - São Paulo.
Organizado por: "A Comunidade para o Desenvolvimento Humano"
Levado ao ar dia 28/03/10, o programa Domingo Espetacular, da TV Record, traz uma denúncia bombástica sobre as promíscuas relações entre o governador José Serra,opresidenciável tucano, e a poderosa Rede Globo de Televisão.
Meses atrás, a emissora mostrou que a Rede Globo invadiu um terreno pertencente ao governo de São Paulo. Devido à repercussão das denúncias, a Rede Globo anunciou recentemente a construção de uma escola técnica no terreno – avaliado em mais de R$ 11 milhões –, em parceria com o governo paulista, "na tentativa de mascarar o ato ilegal e a omissão do Estado", segundo afirma o Portal R-7.
A reportagem sobre bastidores da negociata traz entrevistas com vários especialistas – entre eles, o professor Laurindo Lalo Leal Filho – e mostra a irritação do governador José Serra quando perguntado sobre o caso.
Vale à pena conferir o vídeo, que já está disponível no endereço http://www.r7.com - no primeiro botão ao lado direito da página
Obs.:
Se preferir, clique no link abaixo para ir direto ao assunto:
POR UM TRANSPORTE PÚBLICO DE VERDADE: NÃO ACEITE O AUMENTO DA TARIFA E VENHA PARA A RUA SE MANIFESTAR!
Recentemente o prefeito Gilberto Kassab começou a declarar na televisão, no rádio e para os diversos jornais que o aumento da tarifa dos ônibus é algo inevitável. Ao que tudo indica isto foi aceito pelos meios de comunicação que se preocupam agora apenas em especular qual será o novo valor, previsto para janeiro de 2010, algo entre R$ 2,50 e 2,80.
Mas e quem pega ônibus todo dia? Não tem nada a dizer sobre isto? Te perguntaram alguma coisa? Acha natural que o ônibus aumente? Também acha que é inevitável?
Todo ano lemos nos jornais que os empresários pressionam a prefeitura para aumentar as passagens, para que possam continuar a lucrar. Cada um desses aumentos faz com que milhares de pessoas não possam usar os ônibus por não ter dinheiro para pagar a tarifa. Se o transporte é um direito do cidadão, não pode ser pensado enquanto lucro das empresas, mas sim como uma necessidade básica da população. Se ir e vir é um direito, o ônibus não deveria sequer ter tarifa.
Eles tentam nos convencer que é impossível barrar o aumento justamente porque eles sabem que nós podemos evitá-lo. Aconteceu em Florianópolis e em Vitória em 2005, quando a população dessas cidades barrou aumentos de tarifa. Em 2006, em São Paulo, mais de 2 mil pessoas saíram às ruas contra o aumento. É isto que as autoridades querem evitar, mas não vão!
O governo e a prefeitura investem na construção de pontes, túneis e na ampliação da Marginal, o que só beneficia os carros particulares. E direciona os investimentos em transporte coletivo não para os interesses do conjunto da população, mas apenas para algumas áreas da cidade: das muitas obras que serão construídas na cidade, por conta da Copa de 2014, grande parte está direcionada para a região sudoeste, com duas linhas de metrô (Linha 4-Vila Sônia e Linha 17-Morumbi).
As linhas prometidas para as outras regiões da cidade, como a Zona Leste, além de serem de uma qualidade inferior ao metrô (um sistema de monotrilho), têm prazos maiores de entrega e ainda estão em projeto. A verdade é que o poder público nos entende apenas como trabalhadores que têm que chegar aos seus locais de trabalho e não como pessoas com o direito de se movimentar pela cidade. Enquanto isso continuar, vamos seguir espremidos nos ônibus e metrôs, pagando cada vez mais caro por isso. Lutar contra o aumento é um primeiro passo para dizer que não aceitamos essa situação.
O conjunto da população pode e vai barrar este aumento!
Ato contra o aumento: quinta-feira 26/11 concentração às 16h no teatro municipal saída em passeata às 17h30
O significado da Paz e da Não-violência no momento atual. A Marcha Mundial.
Silo
Berlim, 11/11/2009
Uma marcha percorre o mundo. É a Marcha pela Paz e Não-violência.
Sobre isso falarei brevemente diante deste fórum, em caráter de fundador do Humanismo Universalista e inspirador da mencionada Marcha. Esta, por sua vez, vai dinamizando diversas iniciativas e atividades, como o percurso simbólico de uma equipe de entusiastas que se deslocará durante três meses, através de vários países, tendo começado neste último 2 de outubro, em Wellington, Nova Zelândia, para terminar em 2 de janeiro de 2010, aos pés do monte Aconcágua, em Punta de Vacas, entre a Argentina e o Chile.
A Marcha foi lançada durante o Simpósio do Centro Mundial de Estudos Humanistas, no Parque de Estudo e Reflexão de Punta de Vacas, em 15 de novembro de 2008, ou seja, há um ano, com a clara intenção de criar consciência diante da perigosa situação mundial que atravessamos, marcada pela elevada probabilidade de conflito nuclear, pelo armamentismo e pela violenta ocupação militar de territórios.
Essa proposta de mobilização social é impulsionada pelo Movimento Humanista e seus organismos. Em poucos meses, a Marcha Mundial suscitou a adesão de milhares de pessoas, de grupos pacifistas e não-violentos, de diversas instituições que trabalham a favor dos Direitos Humanos, de personalidades do mundo da ciência, da cultura e da política, sensíveis à urgência do momento. Também inspirou grande quantidade de iniciativas em mais de cem países, configurando um fenômeno de diversidade cultural em veloz crescimento. Nessa ordem de idéias, devo comunicar que à equipe base inicial somou-se outra que está percorrendo vários países do Oriente Médio e uma terceira equipe que está percorrendo a América Central...
Bem sabemos que a situação atual é crítica em todas as latitudes e está caracterizada pela pobreza de vastas regiões, pelo enfrentamento entre culturas e pela violência e discriminação que poluem a vida cotidiana de amplos setores da população. Atualmente, existem conflitos armados em numerosos pontos e, simultaneamente, uma profunda crise do sistema financeiro internacional. A tudo isso soma-se a crescente ameaça nuclear que é, em suma, a máxima urgência do momento atual. Essa é uma situação de grande complexidade. Aos interesses irresponsáveis das potências nucleares e à loucura de grupos violentos com possível acesso a material nuclear de reduzidas dimensões devemos adicionar o risco de acidente, que poderia detonar um conflito devastador.
Todo o anterior não é uma soma de crises particulares, e sim o quadro que evidencia o fracasso global de um sistema cuja metodologia de ação é a violência e cujo valor central é o dinheiro.
Para evitar a catástrofe atômica que parece ameaçar o mundo em um futuro mais ou menos imediato, devemos trabalhar hoje mesmo, superando a violência social e pessoal, ao mesmo tempo em que exigimos:
1. o desarmamento nuclear mundial;
2. a retirada imediata das tropas invasoras dos territórios ocupados;
3. a redução progressiva e proporcional dos armamentos de destruição massiva;
4. a assinatura de tratados de não-agressão entre países; e
5. a renúncia dos governos a utilizar as guerras como meio para resolver conflitos.
O urgente é criar consciência sobre a paz e o desarmamento. Mas também é necessário despertar a consciência da Não-violência Ativa que nos permita rechaçar não só a violência física, mas também toda forma de violência econômica, racial, psicológica, religiosa e de gênero. Certamente, aspiramos a que essa nova sensibilidade possa se instalar e comover as estruturas sociais, abrindo caminho para a futura Nação Humana Universal.
A Marcha Mundial faz uma chamada a todas as pessoas para que somem esforços e tomem em suas mãos a responsabilidade de mudar nosso mundo, superando a violência pessoal e apoiando em seu âmbito mais próximo o crescimento dessa influência positiva.
Em todo esse tempo, em muitas cidades e povoados, estão sendo realizadas marchas, festivais, fóruns, conferências e outros eventos para criar consciência sobre a urgência da paz e da Não-violência. E, em todo mundo, as campanhas de adesão à Marcha multiplicam esse sinal além do até agora imaginado.
Pela primeira vez na história, um evento dessa magnitude é colocado em marcha por iniciativa de seus próprios participantes. A verdadeira força desse impulso nasce do ato singelo de quem, por uma questão de consciência, adere a uma causa digna e a compartilha com outros.
Foi designado para esse período da Marcha, até janeiro de 2010 – data em que ocorrerá a reestruturação do Movimento Humanista – Rafael de La Rubia como representante do organismo humanista "Mundo sem Guerras" e os porta-vozes continentais: Michel Ussene, pela África; Sudhir Gandotra, pela Ásia; Giorgio Schultze, pela Europa; Tomás Hirsch, pela América Latina e Chris Wells, pela América do Norte. A todos eles se deu a missão de receber das mãos dos Prêmios Nobel da Paz – durante a edição da Cúpula de Berlim – a "Carta para um mundo sem violência", com o compromisso de difundi-la em todos os países por onde passe a Marcha Mundial.
Precisamente, é nessa "Carta" onde se expressam os Princípios que podem ser apoiados pelas pessoas de boa vontade em todas as latitudes.
Para não me deter exaustivamente, queria destacar o nono princípio da Carta que diz: "Pedimos às Nações Unidas e seus Estados-membros que considerem meios e métodos para promover um reconhecimento significativo das diversidades étnicas, culturais e religiosas nos estados nacionais multi-étnicos. O princípio moral de um mundo não-violento é: "Trata os demais como gostarias de ser tratado".
Esse princípio moral vai além de toda norma e de toda legalidade para assentar seu domínio no terreno humano pelo registro do reconhecimento comum que supera todo cálculo e toda especulação.
Esse princípio, conhecido desde a antiguidade como a "Regra de Ouro" da convivência, é um dos treze que se tem em conta nesse magnífico documento que é necessário difundir amplamente.
Por outro lado, não devemos deixar passar alguns tópicos que dizem respeito à compreensão de nossas atividades no campo da não-violência, porque é evidente que a prevenção negativa com relação a nós nasceu e se desenvolveu na América do Sul durante as lutas não-violentas sustentadas contra as ditaduras militares. É muito claro que a discriminação que sofremos em diversos campos parte da desinformação e da difamação sistemática sofrida durante décadas em nossos países de origem, como Argentina e Chile. As ditaduras e seus órgãos de "desinformação" foram tecendo sua rede desde a época em que se proibia, encarcerava, deportava e assassinava nossos militantes. Ainda hoje e em distintas latitudes, pode-se pesquisar a perseguição que sofremos, não somente por parte dos fascistas, mas também por parte de alguns setores "bem-pensantes". E notável que, à medida que nossas atividades avançam, muitos declamadores da paz rasgam suas vestes, exigindo nosso silêncio ou apostrofando todo grupo ou indivíduo que nos mencione publicamente.
Embora esses insultos fiquem no passado, hoje se continua aviltando a ação não-violenta, argumentando que nada poderá ser feito, além de discursos, frente aos poderes "reais" que decidem as situações do mundo. E, para exemplificar, vejamos alguns casos.
O primeiro se refere às campanhas contra o Serviço Militar, efetuadas por humanistas na Argentina há poucos anos.
Nessa época, afirmava-se que era impossível modificar essa lei de obrigatoriedade. Sobretudo, depois de ter obtido, durante um ano de atividade, um milhão e meio de assinaturas que foram rejeitadas sem justificativa. Então, o Poder Executivo divulgou a inconveniência da tentativa que deixava "a Nação em estado indefeso frente às possíveis agressões de países limítrofes". Entretanto, a opinião pública estava sensibilizada de tal maneira que o debate (sem mencionar os autores do projeto) veio à tona, enquanto os meios informativos foram fazendo eco. E, em determinado momento, a Presidência da República assinou o "decreto de anulação do Serviço Militar obrigatório", substituindo-o pelo Serviço Militar optativo. Mas se argumentou, nessa ocasião, que se tomava tal medida porque um soldado tinha morrido em um quartel devido aos maus tratos recebidos. Dessa maneira, ficou claro que não foi inútil a longa campanha e mobilização dos humanistas, porque a lei arbitrária foi sepultada.
Outro caso mais recente produziu-se na República Tcheca.
O chamado "escudo estelar" estava sendo projetado desde 2002, sem que a população da República Tcheca ou da União Européia soubessem do fato. Em junho de 2006, o Movimento Humanista foi promotor de uma aliança de organizações de base sociais e políticas, informando que 70% da população era contrária. E se pediu que não se realizasse o projeto, dada sua periculosidade, ao mesmo tempo em que se exigia um referendo. Dois humanistas iniciaram uma greve de fome e o protesto começou a contar com o apoio de organizações pacifistas e não-violentas. Esse tipo de protesto se manteve durante um ano, envolvendo artistas, acadêmicos, cientistas e prefeitos. Finalmente, o protesto se desenvolveu também no Parlamento Europeu. Em março de 2009, o governo caiu, por confluência de diversos fatores, mas o protesto popular e a oposição parlamentar adiaram a ratificação do tratado entre a República Tcheca e os EUA. Em setembro de 2009, Obama renunciou ao projeto do escudo estelar na República Tcheca e na Polônia.
Devemos considerar agora dois temas ainda não compreendidos em seu alcance social.
Como todos captamos, instalou-se em nossas sociedades a temática ecológica e a defesa do meio ambiente. Embora alguns governos e certos setores interessados neguem o perigo presente na desatenção ao ecossistema, todos estão se vendo obrigados a tomar medidas progressivas pela pressão das populações, cada dia mais preocupadas com a deterioração de nossa casa comum. Até nossas crianças estão a cada dia mais sensíveis aos perigos do caso. Nos centros de ensino mais elementares e através dos meios informativos, coloca-se atenção no tema da prevenção da deterioração e ninguém pode escapar dessas preocupações.
Mas quanto à preocupação com o tema da violência, temos um notável atraso. Quero dizer que ainda não está instalada em nível geral e global a defesa da vida humana e dos mais elementares direitos humanos. Ainda se faz apologia da violência, quando se trata de argumentar a defesa e até mesmo a "defesa preventiva" contra possíveis agressões. E não parece experimentar-se horror pela destruição massiva de populações indefesas. Unicamente quando a violência atinge nossa vida civil através de crimes sangrentos nos alarmamos, mas não deixamos de glorificar os maus exemplos que envenenam nossas sociedades e as crianças, desde a mais tenra infância.
É claro que ainda não está instalada a idéia nem a sensibilidade capaz de provocar um repúdio profundo e um asco moral que nos afaste das monstruosidades da violência em seus diferentes aspectos.
Por nossa parte, faremos todos os esforços necessários para instalar no meio social a vigência dos temas da Paz e da Não-violência e é claro que chegará o tempo para que se suscitem reações individuais e também massivas. Esse será o momento de uma mudança radical em nosso mundo.
Para terminar com minha breve intervenção, gostaria de retomar a "Carta para um mundo sem violência" proposta pelos Prêmios Nobel da Paz e Organizações Nobel pela Paz, com o objetivo de impulsionar suas propostas ao longo desta Marcha Mundial pela Paz e Não-violência. Estaremos muito honrados ao compartilhar seus princípios nas ações concretas do quefazer social que, com certeza, nos encaminharão para esse novo mundo que mencionamos.
A necessidade de profundas mudanças sociais é visível.
Vemos diariamente a miséria mendigando ao lado da extrema opulência.
Tanta desigualdade e injustiça!!!As velhas revoluções violentas pioraram a vida do povo e se tornaram ditaduras. A única revolução eficaz e duradoura é Não-violenta.
Para isso podemos usar a não-cooperação, a ação direta e a desobediência civil como poderosas estratégias de luta.
E como faremos? Porque teima esta esperança?
Dentro do Ser Humano começa a nascer algo novo onde cada qual descobre sua missão e o sentido da sua própria vida. Então é preciso uma revolução psicológica nos corações que clamam por mudanças.
VENHA LUTAR POR UM MUNDO MELHOR! ORGANIZE UMA COMISSÃO NO TEU BAIRRO OU CIDADE.